A Odgo é a favor da imigração para Portugal de forma planejada e segura!!! Para nós, importa muito mais que os membros da nossa comunidade imigrem de forma que consigam se estabelecer, criem vínculos reais em e tenham sucesso nessa jornada do que apenas cruzem o oceano e se frustrem com as dificuldades encontradas por imigrar para Portugal como turista.

Por isso, temos muitas informações em nossa plataforma, criamos tantos conteúdos, oferecemos parceiros de primeira e trocamos experiências em nossa comunidade. Existem muitas formas de chegar na Terrinha com tudo pronto e legalizado, portanto, ir como turista já com a intenção de viver em Portugal é uma opção!!! Pensando nisso, gostaríamos de alertar todos vocês sobre os riscos de imigrar para Portugal como turista e viver ilegalmente na Terrinha!

Diariamente, temos contato com histórias de diversos membros e a história da membro Adriana Aparecida de Jesus nos impactou! Então, convidamos a Adriana para dar uma entrevista exclusiva para Odgo contando como foram suas experiências de imigrar para Portugal entrando como turista e após 03 meses ficando ilegal no país. Você não pode deixar de ler essa história de vida e todos os alertas que ela traz:

Equipe Odgo: Atualmente, você está no Brasil, mas você já foi para Portugal antes, certo? Como foi essa experiência?

Adriana: Eu fui como turista, com o visto de 03 meses, mas depois eu fiquei clandestina em Portugal por quase 5 anos

Equipe Odgo: E todo esse tempo você ficou irregular no país ou você conseguiu alguma autorização de residência?

Adriana: Todo o tempo que vivi em Portugal fiquei irregular e por isso eu nunca tive um lugar certo para morar, eu ficava um pouquinho em cada lugar, pois vira e mexe o SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) pegava clandestino e deportava. Então, por isso, a gente não pode ficar muito tempo em um lugar só.

Equipe Odgo: Então, não podemos considerar que foi tranquilo sua experiência como irregular em Portugal, certo? Você passou perrengue?

Adriana: Passei muito perrengue! Uma das histórias é de quando eu trabalhava em um café e todos que trabalhavam lá comigo também eram brasileiros e estavam ilegais. Quando chegamos pela manhã para trabalhar, por azar, o SEF já estava de olho na gente para deportar para o Brasil e entrou no local. Para minha sorte, eu sou pequena e magrela e lá no café tinha um forno muito grande para assar as coisas e quando eu cheguei aquele dia o forno ainda estava desligado. Toda minha vida eu sempre fui muita aventureira, naquele momento eu ainda não queria retornar para o Brasil, então eu pensei: “para casa eu não vou!!” Eu sabia que o forno era o único lugar que ninguém ia abrir até porque não existiria um ser humano que entraria dentro do forno, só se fosse doido. Então, o que eu fiz? Eu entrei pra dentro do forno e me fechei ali. Naquele dia, todos os meus amigos que trabalhavam comigo foram deportados, menos eu porque me escondi. Morar em Portugal é um paraíso, mas com documento. Sem documento é muito perigoso! O SEF não perdoa, eles deportam a gente e não querem saber o que você está fazendo!

Equipe Odgo: E tiveram outras situações? Outros perrengues nessa época?

Adriana:. Outro perrengue é adoecer! Ficar doente como clandestino é terrível, pois você nunca pode procurar um médico particular ou ter médico da família… você só pode entrar pela emergência. Nesses casos, eles vão te atender, mas depois do atendimento eu saia varada do hospital, pois eu sabia que não podia ficar ali, pois eu não tinha documento. A minha sorte é que eu conheci uma médica que era ginecologista e ela fazia os exames em mim, mas foi pura sorte! Teve uma vez que precisei da urgência, pois fui descobrir em Portugal que era alérgica a camarão e fiquei toda inchada. Fui à noite para o hospital e quando era pela manhã que já me sentia melhor, mesmo inchada, avisei os médicos que ia embora, porque eles iam me pedir documento e eu não ia ter e então, iam me deportar.

Equipe Odgo: No período que você ficou lá, você conseguiu se estabelecer em alguma cidade?

Adriana: Eu posso te dizer que eu conheço Portugal na palma da minha mãe e não conheço o Brasil, pois como eu estava clandestina eu não podia parar em nenhum lugar, eu não podia criar raízes. Eu nunca parei, nunca tive lugar fixo e por isso conheci muitos lugares.

Equipe Odgo: Você passou por muitas situações difíceis e hoje nossa ideia é alertar dos riscos de imigrar como turista, por isso, os seus relatos alertam o pessoal de que não é fácil viver assim. Isso é fundamental, até porque, o Brasileiro sempre acha dá um jeitinho, mas não é tão simples assim!

Adriana: Todo mundo fala, saí do Brasil e fiquei ilegal em Portugal e foi ótimo, mas tem uma coisa: trabalho em Portugal ilegal é muito difícil e sinceramente, você só pega os piores serviços. Você tem 03 opções lá em Portugal e eu escolhi a mais difícil que são os trabalhos pesados! Eu carreguei até madeira nas minhas costas, trabalhei com motosserra na mão e carpintaria. Nem a carteira de motorista serve, pois a polícia pega e deporta, não é igual no Brasil. A gente tem dificuldade até de ir ao mercado. Uma vez eu fui em um bar em Leiria, o SEF chegou lá e eu me escondi no beco para não ser pega. Acho que era Deus mesmo que dizia “não tá na hora ainda de você vir embora”, eu tive muito livramento em Portugal para não ser deportada. Agora a pessoa sair do Brasil com o pensamento que vai chegar em Portugal ilegal e conseguir um bom serviço sem documento é ilusão! Ou você pega um serviço pesado ou você entra para a prostituição, mas de um jeito ou de outro você vai ser pego mesmo que você esteja trabalhando honestamente no país eles pedem o documento e não querem saber!

Equipe Odgo: Hoje você faz parte da nossa comunidade e fiquei sabendo que você quer voltar para Portugal!

Adriana: Quero!!! Mas dessa vez eu não quero ir ilegal, não! E quem quiser ir para Portugal vá, mas vá com documento, pois Portugal é um paraíso, não existe lugar melhor para morar e por isso que eu quero voltar.

Equipe Odgo: E qual vai ser a primeira coisa que você vai fazer quando chegar em Portugal com documento?

Adriana: Eu vou sentar em uma praia e olhar aquele mar! Ver meus amigos! Viajar! Eu perdi muita coisa, por medo de ser pega, eu vivia como um fantasma, com medo quando a polícia chegava, vendo formas de me esconder. Eu não vou precisar me esconder mais! Eu vou viver tudo aquilo que Portugal tem para oferecer e sem medo!

Escutamos falar de muitas histórias, mas esses relatos foram fortes! Agradecemos imensamente a Adriana por compartilhar sua história. O valor das suas histórias e da sua mensagem engrandecem a nossa comunidade e tem grande impacto. Toda comunidade Odgo quer continuar vendo esse sorriso no seu rosto e queremos te ajudar a embarcar para essa nova aventura de forma regular agora!!! Conte com a gente!

E se você quer assistir mais sobre essa história e entender melhor todos os riscos de imigrar para Portugal como turista assista nossa LIVE agora!

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